Vamos plantar árvores pelo bairro?
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Vamos plantar árvores pelo bairro?

Um coletivo formado por jovens amigos quer arborizar as ruas do Tatuapé plantando mudas nativas da Mata Atlântica

Em um domingo quente do final de Novembro, no maluco ano de 2016, acompanhei um  plantio de árvores que foi feito na Rua Eleonora Cintra, em frente ao Ceret. A iniciativa foi do coletivo PlanTatuapé, criado no final do ano passado para ajudar a arborizar o bairro. Os amigos Nicolas Cerrini, Fabrizio D’Angelo, André Namura, Filippo D’Angelo, Thomas Cerrini e Felipe Pires estão à frente do projeto. Seguindo as orientações do Manual Técnico de Arborização Urbana de São Paulo, eles querem plantar pelas ruas do bairro mudas nativas da Mata Atlântica, como Ipê, Pau-Ferro e Manacá.

Coletivo PlanTatuapé: Nicolas Cerrini, Fabrizio D’Angelo, André Namura, Filippo D’Angelo, Thomas Cerrini e Felipe Pires. Foto: Rodrigo de Paula
Coletivo PlanTatuapé: Nicolas Cerrini, Fabrizio D’Angelo, André Namura, Filippo D’Angelo, Thomas Cerrini e Felipe Pires. Foto: Rodrigo de Paula

A arborização em calçadas pode ser feita por qualquer pessoa, desde que sejam seguidas as orientações do manual. É preciso se respeitar, por exemplo, o espaço para os pedestres nas calçadas, a existência de fiação no local e observar qual o tipo de tráfego na região. E é bom lembrar que as árvores são indispensáveis para a cidade. Afinal, são elas que ajudam a regular a temperatura e refrescar o clima, que amenizam os impactos das chuvas ao reter água em suas copas e que ajudam a deixar tudo mais bonito. Além disso, elas trazem um pouco mais de humanidade para essa metrópole.

Um fato que aconteceu no dia do plantio ilustra bem como a natureza pode intermediar coisas incríveis. Enquanto o coletivo plantava as árvores, pai e filha passaram pela calçada em direção ao parque. A menina, Sarah, largou o patinete e logo quis ajudar. Pegou a escavadeira e começou a cavar a terra como se conhecesse aquelas pessoas há tempos e com a desenvoltura de quem tem anos de experiência. Enquanto cavava o buraco, ela dizia que adora plantar e que sempre quis cuidar do mundo. O pai esperava ao lado e me contou que ela já fez isso algumas vezes. Na outra ponta da calçada, já com outra ferramenta em mãos, a pequena Sarah gritava: “pode ir papai, eu fico aqui e depois você me pega”. Enquanto tantos adultos passavam por ali, olhavam, comentavam e seguiam seu rumo, Sarah parou sem timidez, sem vergonha, sem medo, sem receio, sem as amarras que nós, adultos, costumamos ter. Colocou a mão na terra e ajudou. Mas a ajuda dela não foi só para abrir mais espaço naquele pedaço de terra onde uma muda foi plantada. Foi, também, mostrar que na vida é preciso ter ousadia, confiança e, tantas vezes, se jogar sem medo naquilo que queremos fazer. Foi lindo!

A pequena Sarah, que colocou a mão na terra sem medo! Foto: Rodrigo de Paula
A pequena Sarah, que colocou a mão na terra sem medo! Foto: Rodrigo de Paula

Para saber sobre os próximos plantios e participar, acompanhe o grupo pelo Instagram (@plantatuape) ou Facebook (@plantatuape).

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