Um quintal verde e sustentável
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Um quintal verde e sustentável

O que você faria se tivesse 800 m² de quintal pra usar como quiser? Eu, honestamente, não sei. Mas o casal Rico Venerito e Thamiris Nascimento resolveu quebrar em mil pedacinhos a quadra poliesportiva que durante anos foi muito bem utilizada pela família dele – mas que perdeu um pouco da função quando as crianças ficaram adultas -, para transformá-la em um jardim comestível!  Os canteiros com formas orgânicas, arredondadas, vão receber muitas PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e sementes criolas (sementes tradicionais, que foram guardadas e cultivadas por agricultores familiares), além de plantas mais tradicionais, desde que comestíveis. A ideia é que desses canteiros saia comida suficiente para o dia a dia do casal e, por que não, fazer umas trocas por aí? É uma experiência autossustentável que, também, será compartilhada com as pessoas. “A princípio a gente vai plantar pra nosso consumo, mas já tivemos uma horta muito menor aqui que gerava bastante excedente. Até fazíamos algumas trocas na feira de orgânicos do Ceret. Então, se isso acontecer, nada impede que a gente troque ou mesmo doe para outras pessoas”, conta Thamiris.

Thamiris e Rico com a abóbora gigante que colheram da horta

Digamos que este jardim será um braço do Espaço C’Alma, talvez o coração do lugar. Ligados à sustentabilidade, permacultura, culinária saudável, desenvolvimento local, arte e criatividade, os dois decidiram criar esse espaço para funcionar como ateliê de arte, cozinha experimental (Thamiris têm alguns projetos e trabalhos nessa área) e, também, um lugar de convivência entre pessoas que vibram na mesma energia. A obra começou no início do ano e está sendo feita da forma mais sustentável possível, sem caçamba e com muito reaproveitamento de materiais. O concreto da antiga quadra, por exemplo, virou o chão do salão coberto, que, inclusive, receberá um telhado verde. Parte da terra retirada pra fazer os canteiros vai virar tijolos de adobe, que serão usados em outra parte da construção. Os vidros vieram do descarte de uma obra, assim como a madeira, que já estava pronta para virar fogueira em um terreno vazio.

Bem pertinho do Ceret, – meio Tatuapé, meio Vila Formosa – O C’alma não vai ficar com as portas abertas durante o dia todo, mas vai abrigar projetos, ideias, oficinas, cursos, vivências e encontros que poderão acontecer de maneira mais formal, ou então de forma mais descontraída,  em torno de uma fogueira ou mesmo de frente para a tela de cinema que eles pintaram no muro. “O propósito inicial é que seja o nosso ateliê e que a gente possa abrir o espaço para as pessoas que vibram na mesma frequência, têm o mesmo propósito, ou buscam isto de alguma forma e não sabem o caminho”, conta Thamiris.

 

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