Dia 1: A ideia
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Dia 1: A ideia

Já tive alguns blogs por aí. Eles se perderam, ficaram pelo meio do caminho e não tenho nem mesmo o textos que escrevi. Ok, é passado. Eu gosto de escrever algumas coisas mais pessoais e acho legal ter quem me leia. Mas tenho o péssimo hábito de escrever só de vez em quando, quando algo extraordinário (hahaha) acontece ou quando tiro alguma lição edificante de um acontecimento. E tenho também, preciso confessar, vergonha. Sou o tipo de pessoa que se preocupa bastante com o que os outros pensam e acho que minha vida não interessa muito para os outros. Mas já estou trabalhando isso no meu looooooongo processo de autoconhecimento.

O fato é que hoje li um texto do Tales Gaubes, do Ninho de Escritores, durante o café da manhã em que ele fala sobre a necessidade de mostrarmos o nosso trabalho e como isso pode ser difícil. Pra mim é MEGA difícil. Ele escreve com base no livro “Mostre Seu Trabalho”, de Austin Kleon. O texto do Tales me fez comprar o livro (e o fato de o e-book estar R$ 8 na Amazon ajudou muito também) e no começo da noite, lendo as primeiras páginas, decidi me propor o desafio de escrever um post por dia sobre algo que tenha acontecido no meu dia.

Bem resumidamente, o que me fez ter essa ideia foi o autor dizer que todos temos coisas para compartilhar, devemos compartilhar e, principalmente, devemos fazer isso sem nos preocupar com a perfeição. Devemos agir, ele diz, como amadores. Eu já ouvi milhares de vezes que feito é melhor que perfeito, mas pensar como amador e como um simples compartilhamento de ideias me deu coragem (veremos se terei longevidade..rsrs). E assim começa essa série de posts.

Pra deixar a coisa mais desafiadora pra mim, vou sempre escrever direto no blog (normalmente eu faço o texto no word, reviso 5 mil vezes, deixo pra publicar no dia seguinte e tal), porque assim não fico enrolando. A ideia é pinçar o que aconteceu de interessante no meu dia (sem assassinar o português por causa da pressinha, claro).

Coincidentemente (ou não), hoje fui entrevistar uma terapeuta incrível para o podcast da Prática Integral, que faço junto com a Juliana Romantini. Não vou adiantar aqui as conversas para não dar spoiler, mas batendo papo sobre o que é ter uma vida integral, sobre a forma como estamos lidando com questões de imagem e sobre a história de vida da terapeuta, ela falou sobre a importância da conexão com a gente mesmo. E eu sempre achei esse papo uma grande balela. Afinal, não tem como sermos desconectados da gente. Mas a Mônica (a terapeuta entrevistada) me explicou que essa conexão com a nossa essência é respeitar o que a gente gosta e quer, respeitar o que a gente não gosta mas precisa aceitar, respeitar que a vida é movimento e mudança, aceitar que somos seres cheios de nuances e aprender a lidar com essa nuances, a olhar para o nosso Lado A e B de forma a encontrar, nesse universo, o caminho do meio, o equilíbrio, o que não é extremo. É um assunto complexo e ao mesmo tempo óbvio.

E eu fico me perguntado porque, afinal, deixamos tudo ser mais complicado do que precisa ser.  Voltei da entrevista feliz com as reflexões que o meu trabalho permitiu. Porque ser repórter, no final das contas, é ter a oportunidade de transitar em mundos diferentes, pelo menos no meu caso. Escrevo sobre assuntos variados e gosto disso. Por muito tempo eu achei (e ainda tenho dúvidas sobre isso) que não ter uma especialidade era um problema. Agora, nesse momento da minha vida, tenho visto como vantagem porque me sinto aberta a falar sobre vários assuntos.

Para vocês terem ideia, nesta semana eu entrevistei o CEO de uma startup de tecnologia, a terapeuta junguiana já citada e um urbanista sobre a relação da cidade com as bicicletas.

Rumo ao dia 2, que será um sabadão!

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