Dia 2: Mobilidade urbana é pra quem?
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Dia 2: Mobilidade urbana é pra quem?

Pra todo mundo, né? Bom, pelo menos deveria. Hoje eu saí de casa para ir ao shopping Aricanduva. Fomos de carro e o trânsito estava simplesmente insuportável. Em vez de fazer o caminho tradicional, pela Avenida Aricanduva, fizemos uns atalhos por dentro dos bairros. O marido estava direção e eu só observando o cenário. Muita gente e muito carro na rua. Avenidas estreitas, sinalização ruim, pessoas atravessando em qualquer lugar. A Zona Leste merecia uma engenharia de tráfego melhor.

Como circulo muito pela cidade e na semana passada estive na região da Avenida Paulista e também da Berrini, fiquei fazendo comparações aleatórias na minha cabeça. No acesso da estação de trem para a Berrini, por exemplo, vi (e usei) pela primeira vez a faixa de pedestre. É como se fosse uma ciclovia (pintada de verde) para ser usada por quem anda a pé. Lá também tem gente usando os patinetes elétricos e as bikes da Yellow, principalmente na hora do almoço (que é quando tem gente na rua na Berrini). Tanto os patinetes como as bikes já foram de tema de reportagens na tevê, jornais, revistas, internet, sempre com o mote de que é uma tendência dentro da mobilidade urbana. E eu sempre me questiono até onde essa tendência vai chegar. No meio daquele trânsito caótico a caminho do shopping, me questionei se essa discussão sobre mobilidade com patinetes e bicicletas caberia naquele contexto. Não consegui visualizar. Acho que a cidade vai precisar de muito investimento e uma grande mudança cultural pra que essa realidade chegue aos extremos.

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