Ler sobre o problema ou desencanar?
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Ler sobre o problema ou desencanar?

Quando você está vivendo uma fase difícil, o que é melhor: desencanar e se distrair com outros assuntos ou se aprofundar em leituras que podem (ou não) te ajudar a sair do buraco?

Estou vivendo uma fase de muita ansiedade. Muita mesmo. A ponto de pensar em medicação e de já usar remédio pra dormir com certa frequência.

Não é a primeira vez que isso acontece. Mas é a primeira vez que fico bem preocupada com as possíveis consequências dessa ansiedade.

Estou com duas caixas de remédio em casa, mas ainda vou tentar homeopatia e acupuntura. Embora eu seja a louça do remédio pra dor de cabeça, há coisas que prefiro tentar resolver de forma mais natural.

Nessa de tentar resolver o problema sem drogas, voltei a meditar e saquei um livro da prateleira “Meus tempos de ansiedade”, do jornalista Scott Stossel, que li há dois ou três anos. Ele conta a jornada pessoal para melhorar uma ansiedade crônica, forte, daquelas paralisantes, e mescla a narrativas com dados e pesquisas.

Da primeira vez, li o livro todo. Mas desta vez, não passei das primeiras páginas. Ler aquele relato, principalmente a parte em que ele conta ter feito dezenas de terapias e tomado dezenas de remédios (inclusive o que o psiquiatra me indicou) e não ter resolvido o problema me deixou um pouco angustiada.

Achei que, nesse momento, era melhor ler algo mais leve e relaxante, que tirasse o foco do problema. Livros infantis, por exemplo, são ótimos!

E fiquei pensando até que ponto é bom buscar histórias reais sobre um problema quando você está passando por ele. Porque a vida é incerta e, por mais que existam padrões, as pessoas são diferentes. Em se tratando de questões mentais, parece que as particularidades ganham ainda mais relevância.

Os remédios não agem da mesma forma e nem causam os mesmos efeitos nas pessoas. O mesmo vale para as terapias. E quando um ansioso lê essas histórias, tende a achar que tudo – de ruim – vai acontecer com ele.

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