A síndrome da impostora
Blog

A síndrome da impostora

Não sei como nem porque o jornalismo foi o curso que escolhi fazer. Mas fiz. Só que tive muitas crises durante a faculdade e, de verdade, pensei em largar no segundo ano. Mas sempre fui bem medrosa e provavelmente não teria coragem de fazer isso.

Daí, eu disse pra mim mesma que quando terminasse o curso nunca trabalharia em redação. Talvez assessoria de imprensa que, na minha cabeça inexperiente, seria mais fácil. A verdade é que eu tinha medo de trabalhar em redação. Parecia um mundo de pessoas mais inteligentes, mais experientes,  e mais capazes do que eu. Seria um desastre, né?

E, no fim das contas, eu nunca saí de uma redação. Mas sempre me achei inadequada, como se não houvesse sido talhada para a profissão. E até hoje tenho um pouco essa sensação.

E aí quando me deparei com o termo “Síndrome da Impostora” pensei: será que é isso?

Síndrome da Impostora é um termo usado para definir um sentimento de inadequação e fraude que acomete principalmente as mulheres.

A primeira vez que se falou em Síndrome do Impostor foi em 1978, depois de uma pesquisa feita pelas psicólogas americanas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes. Elas analisaram o comportamento de 150 mulheres bem-sucedidas, com títulos acadêmicos e posição de destaque, e identificaram que elas acreditavam não serem boas o suficiente no que faziam e que estavam apenas enganando quem pensava o contrário.

O estudo mostrou que as mulheres creditam o seu sucesso a falhas externas e o seu fracasso a questões individuais. Já os homens, creditam o seu sucesso ao indivíduo e suas falhas ao sistema.

A Síndrome da Impostora não é uma doença nem um diagnóstico médico, mas é uma sensação que leva a comportamentos muito prejudiciais, como dificuldade em reconhecer o seu próprio mérito nas conquistas, autocritica exagerada e até paralisante, achar que nunca está pronta para fazer algo.

Bom, não existe um remédio que você toma para resolver este problema. Então, o que fazer? É preciso encarar o tal do autoconhecimento. Quem vem?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *